Instituto Pensar - Deputado do PSB quer campanha permanente sobre ansiedade e depressão

Deputado do PSB quer campanha permanente sobre ansiedade e depressão

por: Nathalia Bignon 


Ricardo Silva: Brasil vive uma epidemia de ansiedade e depressão ? (Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

O deputado socialista Ricardo Silva (PSB-SP) quer criar uma campanha permanente de orientação, informação, prevenção, tratamento e combate à ansiedade e à depressão no país. Para isso, ele apresentou o Projeto de Lei 5.469/20, já em tramitação na Câmara, para obrigar o Ministério da Saúde a promover e coordenar a elaboração e divulgação de material didático sobre as enfermidades, voltadas à saúde mental da população.

Na proposta, o autor destaca que o transtorno de ansiedade generalizada é caracterizado pela preocupação excessiva ou expectativa apreensiva, persistente e de difícil controle, com duração mínima de seis meses. Já o transtorno misto ansioso e depressivo ocorre quando esses sintomas aparecem associados a sinais depressivos, sem predominância nítida de um ou de outro.

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Além de materiais didáticos, o texto também prevê que a pasta da Saúde deverá realizar ações educativas e eventos públicos de conscientização e sensibilização, promovendo debates científicos, palestras, seminários e conferências sobre o tema, entre outras ações. Na justificativa do projeto, o parlamentar argumenta que o Brasil vive uma epidemia de ansiedade e de depressão.

"Além dos inestimáveis prejuízos pessoais que atingem os indivíduos acometidos pela ansiedade e pela depressão, tais transtornos também repercutem negativamente em toda a sociedade, sobretudo na economia, no mercado de trabalho e no sistema de saúde, dentre outros segmentos?, pontua.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, o Brasil aparecia com o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de pessoas (9,3% da população). O número de brasileiros com depressão naquele ano representou 5,8% da população à época: cerca de 12 milhões de brasileiros. Ainda de acordo com a Organização, uma em cada quatro pessoas nas Américas sofre de algum tipo de doença mental e/ou faz uso de substâncias para controlar distúrbios durante a vida.

Com informações da Agência Câmara de Notícias




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